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Planeta Vermelho
quarta-feira, Maio 12, 2004
 
Sintra, 12 de Maio de 2004, 11h32m

Aqui estou eu, acabadinho de chegar a casa, dorido, cansado, com uma dor de cabeça dos diabos, a parecer um bicho e com gelo no pé!
Tudo isto mazelas de mais uma aventura, mas o que interessa é que sobrevivi ao dia mais estranho de toda a minha vida... e com o bilhete para a final da Taça na mão!

Dia 11 de Maio

20h20m - Telefonema do companheiro de armas: "Cheguei agora ao estádio, é melhor saíres porque já cá está gente... Eu já não vou ao cinema, vou ficar por aqui.";

20h55m - Após aviar a mala com umas sandes e água, saio em direcção ao estádio com a pica carregada até ao cimo;

21h20m - Chego à porta do Showroom, local onde vou pernoitar, e encontro uma mão cheia de gente a preparar-se para a longa espera que temos pela frente. Encontro facilmente o companheiro de armas e oiço "Boa notícia, somos os terceiros...".
Vejo que a companhia é alegre (tenho memória de duas grades de cerveja para apoiar esta opinião), simpática e que nos eleva a esperança de a noite passar depressa.

Entre as 21h30m e as 06h00m - A memória falha-me ligeiramente agora que toca a relembrar aquilo que tornou esta noite a mais estranha, mas vou tentar relatar o melhor possível.
Lembro-me de ver chegar pessoas com o kit de sobrevivência completo: geleira com cerveja e carne para grelhar, cigarros, carvão, fogareiro, sacos-cama e mantas.

Algures à meia-noite aparecem uns membros dos No Name e alguns velhos com estilo carochão (muito in nos parques de estacionamento improvisados por essa Lisboa fora) que começam a jogar à lerpa com apostas digamos... altas!! Movimentam dinheiro (notas de 5, 10 e 20) e cartas em cima da mesa com a mesma rapidez com que escrevo agora (e eu sendo estudante de informática, teclo relativamente rápido). Mais me espanto quando vejo que cada um guarda os ganhos num pequeno maço de notas dobradas ao meio onde deve ser possível contar no mínimo 100€... por cada jogador... Com o avançar da noite, percebo que eles estão ali para fornecer o conhecido mercado alternativo - candonga - e que estão habituados a lidar com dinheiro: "Fod****, já tou a perder 70 contos" e "Olha, eu já tenho 34 no bucho em 15 minutos de jogo"...
Se eu por esta altura já fazia contas aos meus poucos recursos mensais existentes na carteira (isto é, estou quase liso), ao mesmo tempo que me imaginava com aqueles maços na mão, mal sabia que ainda ía ficar chocado. Porquê? Simples, um dos gajos saca de 4/5 maços parecidos aos dos seus amigos, que todos juntos davam uma bela expressura de uns bons 8 centímetros. Mas calma, estes maços tinham cores diferentes, ou seja, notas de 20 e 50 (!!!!). Nem sonho com o que poderia ali estar, mas acho que talvez desse para trocar os meus computadores e comprar a dita bicicleta de que ando atrás... Contas feitas, mais de 700 contos (digo eu, bem podiam ser 1500, valor que me parece ter ouvido sair da boca dele). Tenho testemunhas disto...

Depois de muita conversa, frio e visualizações de quantidades parvas de dinheiro a passar entre mãos, lá nasceu o dia... Um pouco antes tinha ido comprar A Bola e na 2ª Circular vi transportarem os objectos mais estranhos que já andaram numa estrada: dois camiões enormíssimos com escolta da Brisa e da BT levavam duas estruturas gigantes, brancas e com formatos do mais marado com que já me deparei... Pareciam duas asas de vaivém XXXL com base circular e uma lâmpada vermelha na outra ponta. Muito estranho, para juntar à "normalidade" da noite que estava a viver!
Dizia eu, nasceu o sol e com ele trouxe a percepção de uma fila que ameaçava chegar ao metro do Alto dos Moínhos. Nós esfregávamos as mãos de frio mas também de contentamento por sermos os primeiros e por termos partilhado algo único: 10 horas de sono, frio e inveja monetária. Contudo, todo o sofrimento estava perto do fim, os bilhetes estavam a chegar, bem como os "penetras" do início da manhã...

07h00 - Finalmente abrem os cafés! Se bem que o segurança foi fenomenal em nos deixar ir à máquina dentro do Showroom em espaços de meia-hora, já se sentia a falta de um café a sério. Lá fui... Deparei-me com uma fila maior que aquela que a minha imaginação fabricara!! Para quem conhece a zona, a fila subia as escadas do Showroom até à estrada, virava em direcção ao Alto dos Moínhos e já chegava aos novos prédios.
Tentei ver se encontrava alguém conhecido, para lhe poder esfregar na cara o meu "ranking" na fila. Encontrei e muito inocentemente perguntei aquela pergunta com resposta óbvia: "Então, também cá estás?" que é como quem diz: "Toma, vens às 8 da manhã, lixaste-te!"
Depois de o ter surpreendido ao referir a minha posição e as horas a que lá tinha chegado (mesmo estoirado, sabe bem ao ego demonstrar a nossa pseudo-superioridade no momento, eheh), fui ao café, recarreguei as minhas baterias e voltei para o meu lugar, onde depois íria decorrer a habitual batalha do "Fora daquí, a fila acaba lá em cima e hoje não pagas quotas... andor!";

10h45m - Finalmente! Abertas as portas às 10h, depois de uma peixarada digna de envergonhar o Mercado da Ribeira e de aturar um Prossegur incompetente que não sabia mexer no computador (altamente stressante de aturar quando se é aprendiz de informático), lá tinha o meu bilhete (e os dos que me pediram, mas que não pagaram a mão-de-obra) e fui contente para casa, olhando para o rosto dos que, ao pé do meu carro, tinham acabado de chegar à fila: "Boa sorte... bem precisas!".

Aqui fica o relato da aventura... Peço desculpa se o texto não tem pés nem cabeça, mas saí ao dono, cujos olhos ainda não fecharam desde que saí de casa para a faculdade, ontem de manhã!
Agora vou ver o jornal da TVI, que devo lá aparecer... e amanhã toca a comprar O Jogo para ver o meu ar de desgraçado lá no meio do maranhal!

Força Bruno!

LFS com bilhete para a Taça.
quarta-feira, Maio 05, 2004
 
Cheguei finalmente à minha primeira crise existencialista.

Peço desculpa aos que seguem este blog com relativa atenção (se é que existe alguém que o faça) por não escrever nada nas últimas semanas, mas a falta de inspiração aliada à falta de tempo e ao facto de eu me interrogar se alguém meu desconhecido segue as minhas “crónicas” com atenção, fez com que apenas hoje (e após uma grande luta mental) me sentasse em frente ao computador a escrever a minha opinião sobre o que se tem passado no futebol português.
Posto isto... adiante!

Tem sido uma semana algo atribulada para mim (futebolísticamente falando), com as mais variadas sensações a percorrerem-me a mente.

Depois da enorme felicidade resultante da vitória em Alvadade, que comentarei mais à frente, fiquei surpreso com a minha reacção a ver o jogo dos tripeiros ontem.
Para meu espanto, sofri quase tanto como se estivesse a ver um jogo do Benfica! Nem vos passa pela cabeça os nomes que “atribuí” ao Pandiani e ao Diego Tristán por não conseguirem rematar decentemente... afinal, foi tudo em vão.
É milagre terem conseguido marcar quatro golos ao Milan na ronda anterior!

Dizia eu que fiquei surpreso comigo próprio, tal era o meu nervosismo e a vontade que o Depor ganhasse. Cheguei a pôr o meu cachecol do Deportivo em cima do sofá da sala (graças às viagens de trabalho do meu pai a Espanha, tenho a Liga espanhola toda na gaveta) e a imaginar-me com ele posto no jogo do Benfica contra o Leiria!
Isto preocupa-me.
Será o meu anti-portismo tão forte como o meu benfiquismo?
Queria pensar que não, até porque as alegrias que o Benfica me dá estão a anos-luz de qualquer contentamento meu em ver derrotas tripeiras.
A nível de comparação com os outros ódios, deve ser tão forte como o meu anti-sportinguismo (a palavra existe?!?), isso sim, pois quando o Geovanni resolveu lançar a bomba, gritei “golo” uma vez e “filhos da p***” umas dez!

Agora, vou ter que me habituar a pensar que o Porto vai ganhar a Champions, porque já todos sabemos como aqueles gajos são e não vale mesmo a pena alimentar as esperanças que se arrastam desde que o Porto recebeu o Partizan na primeira jornada da fase de grupos.
Resta-me o consolo de as duas Taças dos Campeões Europeus que temos terem sido conquistadas consecutivamente e que fora essas, temos mais cinco presenças em finais.
Odeio o FC Porto!!!

Por outro lado, adorei o Sporting este fim-de-semana.
Podem não saber nada de segurança dentro dos estádios e podem ter um mau-gosto enormíssimo em decoração, mas uma coisa é certa: são muito bons anfitriões! Receberam-nos e quando encontrámos o que lá fomos buscar, quiseram levar-nos à porta pessoalmente (valeu de muito ter um fosso tão grande que até lá passam carrinhas...).

Em toda a minha vida, não me lembro de nenhum “day-after” tão saboroso como este último.
Cheguei à faculdade bem disposto, com o jornal debaixo do braço a dizer “D. Geovanni”, vi cachecóis vermelhos e camisolas do Glorioso a adornarem caras sorridentes e o mais importante: vi muita gente de trombas!
Cada vez que cumprimentava um colega meu ouvia a frase “foi um jogo lindo!”.
Isto sabe mesmo bem!
Ainda mais sabendo que o melhor em campo foi o Moreira, que o golo foi marcado no fim e que (quase) perderam de vez a pré-eliminatória da Champions!

Tenho um feeling que vão perder mais pontos em Guimarães...
Se formos a ver, até foi um campeonato renhido: talvez acabemos a três pontos do Porto e uns cinco ou seis acima do Sporting.

Força BENFICA!

LFS.
domingo, Abril 18, 2004
 
Queria só deixar aqui uma pequena nota de rodapé...

Há quem diga que o que realmente interessa é o resultado final no campeonato e que daqui a uns anos ninguém se vai lembrar deste ou daquele jogo.
Eu não concordo, aliás, acho até que há jogos que perduram para sempre.
Um bom exemplo da minha teoria: tenho um colega meu que no nickname no messenger ainda tem "Oh Alverca, toma dois na bilha!"...

Parabéns Sporting!!
Depois de terem dito adeus ao título (chegaram a dizer olá?!?!), aproveitem a onda e despeçam-se do segundo lugar daqui a uma semanita ou duas.
Próximo carrasco: Leiria!

LFS
sábado, Abril 17, 2004
 
A tradição já não é o que era...

Portugal rendeu-se ao fenómeno SportTv.
Toda a gente prefere comprar uma "box" e pagar mais uns contos por mês (ou então mete os testículos na guilhotina e arranja um descodificador na candonga) do que prestar vassalagem ao costume quase perdido do típico português: ouvir o relato!
Eu pessoalmente escolho quase não ver SportTv, os poucos jogos que vejo na televisão são os do Benfica (que a nossa pseudo-televisão pública se lembra de transmitir assim muito de vez em quando, quando percebe que existem mais clubes em Portugal do que o FC Porto) e os do Sporting quando o resultado me agrada... prefiro ligar o rádio (virtual) e ouvir no computador o relato da Renascença. É bem mais interessante!
Uma coisa que não existe nos comentários televisivos é aquelas vozinhas femininas a cantar o nome do comentador em...

GOLO!!!!! SOKOTA!!!! 2-0!!!!
Desculpem, mas estou a ouvir o Braga - Benfica ao mesmo tempo que escrevo.

Dizia eu que na tv não existem aquelas vozes femininas a cantar o nome do comentador ("Pedro Aze-ve-do" ou no caso deste jogo, "Cáarlos Diiias...."). Só isso tira grande parte da piada que é acompanhar um jogo que não vamos ver ao estádio. A restante piada está em ouvir os comentários maravilhosos de um homem que só diz disparates (falta-me agora o nome... quando souber, logo refiro), como aquele que aqui coloquei aquando do Inter - Benfica, acerca do esquema táctico que o Glorioso deveria usar; e os comentários...

GOLO!!!! SIMÃO!!!!! 3-0!!!
Este já está arrumado, logo veremos o que fazem os lagartos...

Dizia eu... os comentários de Jorge Coroado, esse grande ex-árbitro, que foi tão bom árbitro como foi bom apresentador televisivo e hoje é comentador radiofónico...
Confesso que a televisão também tem os seus trunfos, principalmente os comentários do Toni. Se lhe fizessem consecutivos testes do balão ao longo dos jogos que ele comenta, o gráfico era semelhante à subida do Bom Jesus de Braga (que belíssima terra, sempre tão amistosa e com defesas centrais tão simpáticos e benevolentes).
Resumindo, aqui fica o meu pedido: vamos ouvir mais relatos!

Ah! esqueci-me de referir... eu não tenho SportTv.
sexta-feira, Abril 09, 2004
 
"É só eu começar a marcar golos e depois vamos ver..."
Eu quando vou ao casino, também digo o mesmo aos que me acompanham: "É só o jackpot me sair e depois vamos ver...".

O Jardel vai de mal a pior, e não é só relativamente aos clubes em que joga, é também em relação à pouca modéstia que ainda lhe vai na alma.
Veio uma notícia no Record a dizer que o Jardel ainda tem esperança em jogar no Benfica e quando confrontado com as estranhas relações com o SLB e com o tão falado futuro director desportivo José Veiga, ele fez esse extraordinário comentário que reproduzi no início. Por acaso, ele até parece um turista a passear por um casino: vai testando as slot-machines a ver se sai algum golo... O pior é que as máquinas estão todas secas, já esteve em Portugal, Inglaterra e Itália (que eu me recorde) e ainda não ganhou nada, nem uns míseros trocos... Mas esperem, até porque marcar golos num clube a sério, é facílimo, não é?
Podia jurar que já vi algures uma história parecida... cheira-me a Cadete!
Pior que isto, é ver comentários de benfiquistas a dizer que ele fazia cá falta. Devem ser os mesmos que foram à judiciária ver (por momentos) o Vale e Azevedo em liberdade.

Ainda há quem diga que a Ministra das Finanças, a Dra. Manuela Ferreira Leite, é exímia em roubar o dinheiro todo da carteira dos portugueses.
Eu acho que a Liga de Clubes está à altura...
Acho inacreditável nos dias de hoje, uma pessoa ser obrigada a falar. Mais ainda quando não tem nada a ganhar com isso.
Mas, partindo do pressuposto que nem todos somos mercenários ao ponto de só fazermos algo quando existe um claro benefício decorrente dessa acção, se o fazemos é por mera cordialidade e porque nos pediram com relativa boa educação. Não é de estranhar (aliás, eu e muitos fariam o mesmo) que quando nos exigem (!) que falemos de algo e depois não está lá ninguém para ouvir, a pessoa em questão vai-se embora e nunca mais lá mete os pés. O que o Camacho fez nem eu tinha feito, que nem perto do flash-interview passaría, quanto mais esperar que me fossem entrevistar.
Agora vão-se atribuíndo multas por cada jogo que ele não fala... tem piada, é como no Monopólio, se o Camacho tem o azar de calhar na casa do polícia que o manda para a prisão, ou paga ou vai dentro...
Vergonhoso!
No Estado Novo, prendiam-se pessoas que falavam demais, agora ou falas ou pagas! Bela evolução!

Rezo aos senhores do futebol europeu e a quem manda na UEFA que arranje uma marosca qualquer para desclassificar o Porto da Liga dos Campeões, senão seis milhões de portugueses vão que aturar as bairrices de uma tribo existente no norte do país.
O Porto só pode ganhar a Liga dos Campeões depois de o Benfica arrecadar o seu terceiro troféu. Os tripeiros não nos podem igualar!!
Espero sinceramente que a estrelinha da sorte que fez com que o Porto perdesse um jogo no campeonato (já não acabam invictos, algo que só o SLB conseguiu) faça uma viagem até à Corunha e que depois visite o novo estádio do Dragão, só assim se evita que eles ganhem mais este.
Com eles, chegar à meia final parece tão fácil que até irrita!

Por último, parabéns Tomo Sokota pelos teus 27 anos, que fiques muitos e bons tempos no Benfica para pagares a factura do médico e os dois anos de fisioterapia...

Luís F. Sousa
quinta-feira, Abril 01, 2004
 
A imaginação de algumas pessoas não tem fim.
Nem sequer tem limites do razoável.

Vi ontem no metro lisboeta, uns placards a anunciarem as novas ofertas do jornal Público, nada mais, nada menos que três livros de Matemática, um para cada "grande": 'Matemática com o Benfica', 'Matemática com o Sporting' e 'Matemática com o Porto'...
O slogan também era algo de transcendente: "O seu filho vai ser um craque a Matemática", ou algo assim do género.
Quem pensou nisto tem de facto uma imaginação acima do normal, pois conseguiu ver algures na sua mente, uma ligação entre Matemática como disciplina escolar e o futebol.
A princípio pensei que aquilo fosse no mínimo ridículo, mas depois de pensar um bocado cheguei a uma conclusão surpreendente, pois aquilo deve ter exemplos mesmo práticos, senão vejamos:
Uma possível questão no livro do Sporting...
"Indique uma fórmula que explique a derrota do Sporting em Vila do Conde, frente ao Rio Ave".
Simples... :

1 guarda-redes inexistente = 0
4 defesas muito maus = -4
6 médios e avançados que se anulam dentro de campo, por razões várias = 0
0 + (-4) + 0 = -4

Menos quatro, tal e qual o saldo com que os lagartos saíram de Vila do Conde. Isto tem muito que se lhe diga, mas lá que faz sentido, faz...

Estive agora a ver as capas dos jornais desportivos, em busca de possíveis mentiras do 1º de Abril.
No jornal A Bola, li que Alvalade pode perder a final da próxima Taça UEFA em detrimento do Dragão, se não melhorar as condições de trabalho da bancada reservada aos 'media'... Bem sei que o dito espaço é mau, lembro-me dessa notícia aquando da inauguração do estádio, mas daí a retirarem a final, duvido...
No jornal Record é preciso um bocado de treino e experiência para detectar no meio de tanta mentira, uma que esteja associada ao dia das mentiras... Mesmo assim, lá me aventurei à procura.
Não demorou muito até encontrar aquilo que procurava, pois num jornal de mentiras que tem que publicar algo mesmo muito mentiroso, tinham que fabricar uma notícia que saltasse à vista, o que conseguiram: "Governo constrói Palácio no Vale do Jamor"! Fiquei chocado!
Segundo eles, Durão Barroso iria mandar demolir o Estádio Nacional depois da próxima final da taça e construir no seu espaço um palácio que albergasse todos os ministérios.
Eles até se deram ao trabalho de inserir a notícia num contexto relativamente válido, explicando o que seria feito à volta, o facto de construírem uma pista de tartan (por haver cada vez menos em Lisboa) no local dos campos de ténis; referiram também que em Monsanto iria ser construído um mega-complexo de ténis, para substituir o espaço existente no Jamor e onde o Estoril-Open do futuro teria lugar (esta sim tem algum fundamento e espera-se que venha a ser verdade).
Mais espantado fiquei quando fui ler os comentários dos leitores na notícia que estava no site do jornal, criticando ferozmente o Durão Barroso por esta decisão. Havia mesmo muitos comentários a dizer que "e os talibans são os outros" e que "o país está de tanga, mas é só para o que lhe interessa"...
Mas será que as pessoas já acreditam tão cegamente em tudo o que lhes mandam para a cara?!?!?!?

Por outro lado, eu nem quero imaginar o que acontece se esta notícia é verdadeira, mas acredito piamente que não o é...

Para finalizar, procuram-se pessoas interessadas em ir comigo a Milão acotovelar o Vieri antes que ele cause mais vítimas por essa europa fora...

LFS
segunda-feira, Março 29, 2004
 
Duas injustiças futebolísticas numa só semana não está com nada...
Primeiro, a meio da semana, fomos corridos do comboio da UEFA quando a viagem começava a ter interesse; depois chega mais uma jornada da pseudo-super liga portuguesa em que os lagartos mereciam tudo menos ganhar!!

No Sporting - Paços de Ferreira passei 87 minutos com uma esperança a assolar-me a mente: o Sporting vai perder mais pontos para o Benfica!
Cedo percebi que eles perderem era complicado, porque o Ricardo tinha a sorte de, na mais escandalosa oportunidade de golo do Paços, a bola ir bater-lhe na perna (com tanta baliza disponível...)! Pensei para os meus botões "venha de lá esse empate" e fiquei à espera que o árbitro acabasse com aquela seca de jogo.
No fim do jogo, para minha desgraça, o saloio do Rui Jorge leva a bola controlada (acontecimento raro) até à grande área, centra para o Liedson (a par do João Pinto e do Benny Macaco, o meu ódio de estimação) que agarra o Geraldo, o muletas do Niculae remata e com a maior da sorte do Mundo o Liedson marca um golo ilegal e celebra a imitar o pistoleiro de pólvora seca (Silva)... Um balázio dava-te eu se tivesse a oportunidade, meu etíope escanzelado! A ti e ao fiscal que não marcou aquele fora-de-jogo.

Tenho que dar os meus parabéns ao José Mota, pois conseguiu ficar no banco até ao fim do jogo. Se fosse eu, já tinha ido para casa antes de chegar o intervalo. É que irrita-me profundamente ver uma equipa que passa a vida a fazer asneiras... tanto passe errado no meio campo, tantas fintas da tanga que se podiam evitar, tantas coisas mínimas que dão vontade de dar um belo par de bufatadas (como se diz aqui pelos meus lados) ao gajo que fez a dita asneira.
É exactamente por este tipo de coisas que ao jogar Championship Manager, desligo a opção de ver os bonecos durante o jogo, é que não aguento ver um boneco andar perdido no meio do campo quando os avançados das outras equipas levam a bola para a baliza! Corre para a bola meu animal!
Prefiro ver o jogo à boa e velha maneira do texto que pisca com os golos do que andar a estragar o meu rato a tentar clicar em cima dos jogadores e colocá-los nas posições certas (isto completamente em vão... aqui está uma opção que devia haver no CM)... Então quando fazem lançamentos e entregam a bola de bandeja ao contra-ataque dos outros... nem me quero lembrar, tantos golos que já levei assim!

Depois de ver a caga desta lagartagem repetida no jogo do Porto, ainda fiquei mais enfurecido (se bem que os jogos deles já nem interessam para nada... só queria mesmo que perdessem um jogo, para não acabarem o campeonato sem derrotas; é que só o Benfica conseguiu essa proeza).

Voltando ao jogo do Benfica em Milão...
Hoje fiquei com dúvidas em relação à agressão do Toldo ao Sokota. Terá sido mesmo agressão?
É que se eu calçasse o 47,5 (!!!!!!!!) como, descobri hoje, calça o Toldo, tenho a certeza que passava a vida a mandar cacetadas em tudo o que estivesse à frente dos pés... Fica a dúvida, mas o Sokota sem dúvida que sofreu: 47,5 deve equivaler a cerca de 35/40 centímetros... Levar com 40 centímetros no rabo não deve ser nada agradável!
Resumindo, o Sokota não foi agredido, foi violado.

Para acabar por hoje, falta-me falar no jogo Benfica, mas antes queria só frisar que "O Terror da Choupana" fez mais uma vítima: Boavista. A continuar assim, para o ano veremos aquelas claque de velhas maravilhosas a gritar "Nacional és o máióre... na UÉIFA".

O jogo do Benfica não tem muito que se lhe diga, ganhámos justamente e sem precisarmos de foras-de-jogo não marcados. Tenho é pena que só estivessem 11 mil pessoas no estádio, mas também convém que de vez em quando se vejam os patrocínios nas cadeiras.
A PT, a Sagres e a Coca-Cola merecem algum protagonismo...

Cumprimentos,

Luis Sousa


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